quinta-feira, 24 de março de 2011

Sporting Portugal


A situação do Sporting é cada vez mais comparável à do país. Senão vejamos:
1.Ameaça de bancarrota
2.Muita aposta em formação (qualificação), mas os melhores acabam a Academia e querem logo sair do clube(país)
2. processo eleitoral em marcha
2. um chefe demissionário
3. 5 candicatos a chefe
Abrantes Mendes é o Jerónimo. Tem razão no que diz, parece o mais honesto mas ninguém acredita que seja solução.
Pedro Baltazar é o Louçã. Imagem moderna, muito marketing, sempre a criticar aos outros, mas não convence.
Godinho Lopes é o Sócrates. Muita promessa, muito amigo da banca, mas é mais do mesmo.
Bruno de Carvalho é o Passos (em falso?). Muita promessa, jovem, liberal, não se importa de governar com recurso a um Fundo de ajuda
Dias Ferreira é o Portas. Apresenta-se sempre como representante do verdadeiro sportinguismo (patriotismo)e é o mais experiente ("batido") em eleições.
Conclusão: portugueses sportinguistas estão duplamente lixados!

sábado, 19 de março de 2011

Oh Kadhafi, Ich Líbia dich!


O Governo português não vai participar nas acções militares contra o regime Líbio. Isto foi afirmado pelos ministros da defesa e dos "negócios" estrangeiros, sabendo nós dos negócios que envolvem a defesa do regime do "mon ami Kadhafi". Quando se trata de medidas internas há que ouvir os nossos (do governo) parceiros europeus, quando se trata de medidas externas há que ouvir os nossos (do governo) parceiros nacionais, ou seja, os homens das PPP's e doutras negociatas em que o governo é ponta de lança (Mota e companhia- Engiles, Lenas, Suores das Costas, Martiferes e por ai fora).
Acho bem. Deviam ir todos mas era acampar uns anitos no deserto na tenda do Coronel, pois parece que já há por lá falta de camelos!
Parece que o Sócrates terá dito (em alemão técnico)ao coronel: "Ich Líbia dich" ao que ele terá respondido (em crioulo), no tal almoço de que o BE fala:"Ó José, KáDáFi ado! Não há almoços grátis"

terça-feira, 15 de março de 2011

Guerra Fria no SCP?


Não sei se se lembram. Nos idos de 60 (1966), nos écrans dos cinemas surgiu uma comédia intitulada "Vêm aí os Russos".
Realizado pelo canadiano Norman Jewison ( "Violino no Telhado", "Jesus Cristo Superstar"), a história começa quando um comandante soviético encalha o seu submarino na costa dos EUA e a tripulação tenta de encontrar um barco para os levar.Em clima de guerra fria, as suas intenções inofensivas não são compreendidas pelos habitantes, que são levadas a crer que uma invasão soviética está em marcha.
Passados 45 anos o episódio repete-se, mas agora a praia americana é Alvalade, o comandante russo é o candidato Bruno de Carvalho, os marinheiros são os 50 milhões do Fundo e o Sheriff ridículo que organiza a resistência é o senhor Godinho Lopes.
Eu cá estou com o Eduardo Barroso: "Quero lá saber se o fundo é russo!" Espero é que, tal como a população yankee no final, os sócios do Sporting não se amedrontem e não vão em cantigas dos que têm o poder e assistem ao descalabro, de tribuna, a beber flutes de champagne e a comer croquetes, tal como os antigos "donos" do Manchester City ou do Chelsea.
Ó Bruno, manda-os pró Carvalho! Vodka é o que está dar!
Caló Lagarto

segunda-feira, 7 de março de 2011

No Carnaval tudo vale!





Após aturadas diligências identificámos no seu local de trabalho, alardeando juventude serôdia e grosseria bacoca, no seu melhor, o marmeleiro, o verdadeiro "amigo francês".
Se dúvidas houvessem, a peúga ao pescoço e o garruço na tola foram determinantes para o esclarecimento!





Jorge Leiria

terça-feira, 1 de março de 2011




CABELO BRANCO É SAUDADE


Letra – Henrique Rego
Música – Popular “fado das horas”

Repertório de Alfredo Marceneiro

Cabelo branco é saudade
Da mocidade perdida,
Às vezes não é da idade
São os desgostos da vida.

Amar demais é doidice
Amar de menos maldade
Rosto enrugado é velhice
Cabelo branco é saudade.

Saudade são pombas mansas
A que nós damos guarida
Paraíso de lembranças
Da mocidade perdida.

Se a neve cai ao de leve
Sem mesmo haver tempestade
E o cabelo cor da neve
Às vezes não é da idade.

Pior que o tempo em nos pôr
A cabeça encanecida
São as loucuras de amor
São os desgostos da vida.

Para o passado não olhes
Quando chegares a velhinho.
Porque é tarde e já não podes
Voltar atrás no caminho

É como a lenha queimada
Dos velhos o coração
As cinzas são as saudades
Dos tempos que já lá vão.


Quando o Caló canta o fado castiço há um não sei quê de Marceneiro que paira no ar da Adega Amável. Aprimoro-me nas entradas do baixo da guitarra e ele entra sublime com o " Cabelo branco é saudade". A primeira quadra sai sempre nos trinques. As outras...

Lá entro eu com esta voz abagaçada que vai melhorando, com a quadra que julgo que não é de nenhum fado do Marceneiro, mas que um tio meu cantava "com lídima expressão e voz sentida" que só o Marceneiro empresta ao que canta


"Quem me dera dera dera

Estar sempre a dar a dar

Abraços e beijinhos

Sem nunca mais acabar"


Como o Caló anda sempre às aranhas com a letra do fado em que se aproxima mais do grande mestre, aqui fica o registo, apesar de o levar em papel para o arquivo da Tertúlia na Adega.


Augusto

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Está em dia!

ULTIMATUM

Mandato de despejo aos mandarins do mundo

Fora tu,
reles
esnobe
plebeu
E fora tu, imperialista das sucatas
Charlatão da sinceridade
e tu, da juba socialista, e tu, qualquer outro
Ultimatum a todos eles
E a todos que sejam como eles
Todos!

Monte de tijolos com pretensões a casa
Inútil luxo, megalomania triunfante
E tu, Brasil, blague de Pedro Álvares Cabral
Que nem te queria descobrir

Ultimatum a vós que confundis o humano com o popular
Que confundis tudo
Vós, anarquistas deveras sinceros
Socialistas a invocar a sua qualidade de trabalhadores
Para quererem deixar de trabalhar
Sim, todos vós que representais o mundo
Homens altos
Passai por baixo do meu desprezo
Passai aristocratas de tanga de ouro
Passai Frouxos
Passai radicais do pouco
Quem acredita neles?
Mandem tudo isso para casa
Descascar batatas simbólicas

Fechem-me tudo isso a chave
E deitem a chave fora
Sufoco de ter só isso a minha volta
Deixem-me respirar
Abram todas as janelas
Abram mais janelas
Do que todas as janelas que há no mundo

Nenhuma ideia grande
Nenhuma corrente política
Que soe a uma ideia grão
E o mundo quer a inteligência nova
A sensibilidade nova

O mundo tem sede de que se crie
Porque aí está apodrecer a vida
Quando muito é estrume para o futuro
O que aí está não pode durar
Porque não é nada

Eu da raça dos navegadores
Afirmo que não pode durar
Eu da raça dos descobridores
Desprezo o que seja menos
Que descobrir um novo mundo

Proclamo isso bem alto
Braços erguidos
Fitando o Atlântico

E saudando abstractamente o infinito.

Álvaro de Campos – 1917

Bom, vem isto a respeito do que se passa por cá e também à nossa volta. O anel que dizem que nos defende da ameaça de fundamentalismos de outras religiões está a esboroar-se. Mas o problema não é esse. O problema está também em nós. Não em nós, mas em quem não nos deixa ter futuro. E o grande FP estava tão actual em 1917! Esclareçam-me esta adaptação - será? - da Maria Betânia. Vale a pena ouvi-la.
A grande questão é que 1917 foi há 2 guerras mundiais atrás, antes de umas quantas guerras de libertação, antes de outras tantas de luta pelo petróleo e antes até de duas crises financeiras que nos mandaram para o maneta.
O capital está irremediavel e definitivamente na mão de quem o tem e terá por muito tempo, sempre e sempre à custa da irremediável necessidade de também sempre os mesmos contribuirem para essa igualíssima distribuição "natural" da riqueza. É tão inevitável como existirmos, até que os mandarins sejam despejados. Mas isso não resolve...Estamos mesmo f...O problema é que quando FP o disse, não imaginava que o futuro tinha scuts, tinha parcerias público-privadas, tinha dívida e juros da dívida...Teria sido bem mais violento.
Resta-nos esperar pelo euro milhões ou pelo totoloto. Por falar nisso, vou ver se ganhei, mesmo sem ter jogado.

Augusto