segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ainda o inóspito e condenável acto de flatulência pública

A indignação provocada pela flatulência pública que o nosso blogue atempadamente denunciou, tem provocado reacções de repulsa um pouco por todo o mundo.
As notícias chegam ao minuto e hoje mesmo do longínquo Malaui, na costa oriental africana, chegam informações de que este país decidiu tomar medidas enérgicas sobre tão controverso assunto, condenando veementemente os hediondos actos e os seus abjectos autores.

(clicar na imagem para ver detalhes)





Jorge Leiria

Comentário
ZE disse...

Se o Grosso não cantou,
E o Afonso foi passear,
Se O Botinhas até faltou
C/quem iria ele implicar ?

O Augusto remexeu
A puta da pipa rangeu
e o peido que ela deu
não foi ela, fui eu

E como já passava das dez
O Velho Mau acordou
Apontou o dedo ao Francês
e disse:
Foi ele que se cagou...

sábado, 5 de fevereiro de 2011


(Jorge de Sena, 2 de Novembro de 1919 - 4 de Junho de 1978)

A propósito de um recente post:


Não, não subscrevo, não assino,
a utilização gratuita do verbo, a palavra boçal, a piada grosseira com a qual se pretende levar ao riso alvar as gentes ignaras,
a ausência da subtileza que permite perscrutar por de trás do que se diz, aquilo que se pensa, a falta da ironia e a falta do humor cáustico, tão queridos da elegância rústica da nossa terra,

Não, não subscrevo, não assino,
a modernidade bacoca, que faz da alarvidade desmedida o expoente máximo da expressão e da liberdade da palavra,

Não, não subscrevo, não assino,
a capitulação de quem é capaz de fazer mais e muito melhor, perante a comodidade de reproduzir o que os cérebros embutidos de humoristas de pacotilha conseguirão alguma vez conceber,

Não, não subscrevo, não assino!

Jorge Leiria

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O nosso Amável Verney ou Temos homem


Com dedicatória ao "amigo francês", ele aí está, no seu melhor. Com "amuse bouche","casse croute", "et voila", "a la française", e um grand finale com citação catilínica, Jorge não pára de nos surpreender. O naco de prosa com que nos presenteia no blogue é delicioso. Sabíamos da qualidade da sua escrita espirituosa pelos apontamentos que foi deixando nas actas registadas na hora e nas intervenções bloguistas. Este escrito está superior. Ri a bandeiras despregadas, mais ainda que no local onde eu e o Grosso lançámos estrondosas gargalhadas.
Efectivamente,sabe-se lá porquê, de repente, o Jorge desatou a falar de marmelagem de origem determinada que nós não fomos capazes de detectar por nenhum dos sentidos usados em casos que tais. O certo é que o Jorge se referia aos morteiros como cantantes reais, mostrando-se decididamnete incomodado com a situação, o que provocou em nós ainda mais gargalhadas. Nada o convenceu de que poderia ter sido traído por ouvido menos afinado. Claro que não, tanto mais que agora está apuradíssimo com o desempenho no fado do "desejo canalha".
Levantou-se e prantou-se no balcão naquela pose de quem se prepara para pedir um barranaço e ver um jogo de futebol, com a tranquilidade habitual.

Augusto fez, com esperada ilustração do Caló

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ó Jorge, afinfavas-lhe com o Jaimão...!



“O amigo francês”

Mais do que para um amuse bouche, uma vez que na ausência dos históricos Caló e Afonso Dias não foi encomendado jantar substancial, estávamos ali, na Adega Amável, para fazer um casse croute que servisse de refeição ligeira. Eu, o António Grosso, o Augusto Miranda e o que chamarei, para preservação da identidade da figura de tão inconveniente comportamento, “o amigo francês”. E vereis porquê:
A conversa estava animada, o canjirão da murraça saltitava de copo em copo enquanto debicávamos uns cubozinhos de bacalhau frito quando, vindo dos lados baixos desse tal amigo, sem qualquer respeito pelo altar da mesa, oiço o que de imediato me pareceram dois discretos, mas ainda assim timbrados, marmelos. Não queria acreditar, mas tal manifestação de flatulência dificilmente se confundirá com o arrastar de uma cadeira, tampouco com o esfregar de pés no chão. Contudo, contido, calei-me.
Provávamos nós um afável paio fumado, quando nova manifestação de ventosidade sonora me chegou aos ouvidos. Et voilá! Não havia dúvidas! O marmanjão abria-se à descarada, e mais, à grande e à la française. Um rubor de ira subiu-me à face. Contudo, ainda educadamente, engoli em seco.
Com os queijinhos de ovelha curados a conversa entre o António Grosso e o Augusto Miranda animou mas, sabe-se lá porquê, descambou para uma personagem de Faro, um tal Bentinho, criatura essa que de resto desconheço, pelo que me mantive alheio. E talvez por isso, quando o amigo francês resolve intervir, elevando a voz sobre nova salva de morteiro, ele de entretido que estava com a sua intrigante e inoportuna recriação, meteu os pés pelas mãos e desatou despropositadamente a falar de uma outra personagem, o Mindinho, ex-colega de liceu.
Reconheço que perdi as estribeiras! Arre porra que é de mais, explodi de raiva denunciando a situação!
Os outros dois compadres riam a bandeiras despregadas, o que eu, muito justa e sentidamente, tomei como um enxovalho.
Após dois copos da rija a acompanhar bolinhos secos, entre risos e gargalhadas dos três mecos, já saíamos à porta de armas e ainda se ouviam resquícios da bombarda bretã.
Ante tanto despropósito a comida e quiçá a bebida não me caíram bem.
Indignado, abandonei o grupo, virei costas à taberna e recolhi a casa cabisbaixo reflectindo sobre as ponderosas razões que levaram em Roma Cícero a vociferar ao irreverente e impertinente Catilina:

“Qvosque tandem abvtere, Catilina, patientia nostra?”

Jorge Leiria

sábado, 29 de janeiro de 2011

Tal tio tal sobrinho. Ah "ganda" Francisquinho!



Não há dúvida que herdou o talento dos Afonsos.
Atenção, o arranjo é dele.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ah nação valente!


Não bastava o lixo mediático que dura há semanas com o "gaycídio" e já aí temos a pedofilia a vender papel. Agora foi a entrevista do Bibi, em que negou tudo o que se passou e foi provado no processo Casa Pia. Segundo o meu amigo Jorge, parece que até negou a existência da Casa Pia!De acordo com o chico-esperto Bibi, os seus depoimentos foram arrancados à custa de uma tortura à base de copos de água. Compreendo o protesto da criatura, que com certeza preferia ingerir os pirolitos através de clisteres.Agora o que não se compreende é que o Marinho, Justiceiro Mor do Reino, tenha recebido em audiência, na Ordem que dirige, o "Senhor" Carlos Silvino. A não ser que o Bastonário prove que recebe sempre em audiência qualquer cidadão que a solicite, cá para mim a audiência do Bibi traz colada a influência dos muitos notáveis acusados e de muitos mais que não chegaram a sê-lo.
Caló