domingo, 10 de outubro de 2010

Não te preocupes




Pr'á tosse, catarro e "cólmeira"
já há um "kit" encomendado
para teres à cabeceira,
se na próxima quartafeira
continuares acamado.

António Duarte disse
Só falta o cavalo;;;;

António Duarte disse

Um Tertuliano mandou esta quadra:
O vinho é bebida santa
Por isso é tão bela
Pois todo o mundo sabe
Que não Há missa sem ela.
Filipe Assunção.
AALTO PS

Oh gloriosa maralha que às quartas
Se apresenta na nobre Adega Amável
Que até a murraça diz formidável
À míngua de Mouchão ou outras marcas!!!

Mas quando algum incauto convidado
Vem de boa vinhaça guarnecido
O supertinto logo é esquecido
Em nome, até, de vinho importado!

A ver passar comboios, acamado,
Este que a boa pinga não esquece,
Tem tosse, catarro e não sei mais quê.

Se foi pelo blogue desafiado,
Pois bem, beberá AALTO PS
E até ABAIXO PSD!!!


Faro, 9 de Outubro de 2010, no âmbito das comemorações do centenário da República.
Aí estarei na próxima tertúlia,

Augusto Miranda

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A conjuntura assim o exige


A tertúlia não quis deixar de aderir à plataforma sindical para a próxima greve geral e apetrechou-se de uma palavra de ordem para aquele dia. Mas passemos ao que interessa: O VINHO, porque o AALTO PS não é só um apelo contra o PEC. É uma distinta pinga da "apellation" Ribera del Duero. Este de 2005 então é uma verdadeira pomada, como há muito não escorria pelas as tertulianas goelas. O Aalto PS é o topo de gama da marca Aalto, só produzido em anos excepcionais. PS significa Pagos Seleccionados (Pagos são as vinhas). Completamente negro no copo, tem um nariz inicialmente tímido, onde o carvalho pouco se sente, apesar de ter aí estagiado mais de 15 meses em barricas novas. É marcado por fruta preta, ligeiramente confitada, com uma nota balsâmica fresca. Na boca apresentou-se concentrado, com taninos que não agridem e acidez domada, que lhe dá longevidade. Um final de boca longo, de um vinho que conjuga atracção, potência e intensidade. Mesmo muito bom!
Espero que o confrade Miranda, apesar de socialista, na próxima semana adira connosco a este AALTO PS.
Caló

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Já não há caixas de ar como antigamente


Há três gloriosas quartas
Aqui estou acamado
Do amável petisco afastado.

Perdi a conta às horas de tosse
Em que de dentro como que fosse
Sair-nos até a própria alma.

Seguiam-se momentos, curtos, de calma.

O telefone foi tocando...
Mil conselhos avisando
Dos cuidados com recaída.
Em duas quartas, alento de vida,
Sai o coro dos pinguços,
Directamente da Adega Amável,
Cantando o hino notável
Ou melhor, o notável hino
"Casei, tive um menino"

Foi bom ouvir-vos no silência da doença.

Abraçando

Faro, 30 de Setembro de 2010
Augusto Miranda

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Craque da Tertúlia falha dois encontros



Os encontros das quartasfeiras (europeias) de glória, que estiveram interrompidas em Agosto, regressaram este mês. Esta interrupção foi fatal para um dos principais elementos do "primeiro team". Sem as doses recomendadas do xarope "supertinto", o homem baixou a guarda e ficou indefeso perante as cacimbas nocturnas da ilha de Faro.
Em virtude desta baixa de vulto, no último encontro os tertulianos não foram além de um empate:Tertulianos 4 - Vasilhame 4!
Caló

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Um passeio à Praia de Faro


É tempo de praia e o calor convida a um banho refrescante nas salsas águas da Ria Formosa.
Apanhei o barco da carreira para a ilha de Faro. Além de se evitar o problema do estacionamento, desfruta-se de um passeio agradável por um preço que não se pode considerar exorbitante – 3 euros ida e volta. Recordem-se os saudosos tempos do Isabel Maria, do Santa Natália (vulgo Cantiguinhas) e posteriormente do Ria Formosa, para só falar dos mais antigos.
Entre alegres mergulhos e cervejolas, encontrei no Zé Maria o meu primo João que, como é seu hábito hospitaleiro, amavelmente me convidou para umas flutezinhas do branco fresquinho. Devido ao encasquilhamento da garrafa com aqueles sacos que conservam o frio, estou em crer que sim, mas não posso assegurar, que se trataria do Prova Régia, não o recente 2009 de Bucelas da casta Arinto, da Companhia das Quintas, lançado no mercado em Junho deste ano, mas um outro que o amigo Caló identificaria como próximo do seu refrescante Barbadilho. Enfim, muito agradáveis, tanto o vinho como a companhia.
Apesar disso, eram quatro e um quarto, tive que enrolar a trouxa e meter pernas ao caminho para apanhar o “gasolina”.
Debaixo de um calor ainda abrasador, ia eu andando pela passadeira marginal entre a casa dos Batistas da Citroen e a antigamente chamada ponte do meio, em frente das instalações balneares do Refúgio Aboim Ascenção, quando me apercebo pelo canto do olho que de diversas viaturas me faziam sinais eivados de alguma cumplicidade. Ora se não estava nas traseiras do Hotel EVA, o sol ainda ia alto e o meu trajo era discreto, tanto quanto podem ser discretos um calção, um pólo e umas sandálias, interroguei-me, o que é que leva esta gente a fazer-me estes sinalefes? Vieram-me à memória as notícias frequentes do Correio da Manhã, do 24 Horas (paz à sua alma) e de outros, sobre homossexualidade, pedofilia, proxenetismo, e onde tudo se interpenetra, culminando, quiçá, nos homicídios mais sórdidos e hediondos. Resolvi encarar a situação com frontalidade. Que vejo? Na viatura do meio, um Volvo antigo derreado na traseira ao peso das geleiras, dos garrafões do briol e das sandochas, eis enfim, uma família. Os putos guinchavam que nem saguins. Atrás, num carro incaracterístico, um casal de idosos, ele congestionado à beira do colapso, a velhota abanando com um leque, desesperadamente, o calor do sol e da menopausa. À frente, num Corsa comercial, dois namorados, o marmanjo ansioso para na praia lhe mostrar o caparro, ela insultando-o, desde o comportamento dos progenitores até à configuração da testa, pela figura foleira que a fazia passar. Descansadamente, concluindo ser gente de bem, que ao verem qualquer coisa que mexesse, com um saco na mão, presumiam tratar-se de uma potencial vaga de estacionamento, afastei os meus fantasmas e prossegui em paz comigo e com o mundo.
Contudo, não pôde de deixar de recordar o que há poucos dias me dizia um amigo – “Ainda somos do tempo em que fumar ficava bem, ser paneleiro caía mal”.

Jorge Leiria