domingo, 20 de junho de 2010

José Saramago e o conflito com Deus



"Entre o homem, com a sua razão, e os animais, com o seu instinto, quem, afinal, estará mais bem dotado para o governo da vida? Se os cães tivessem inventado um deus, brigariam por diferenças de opinião quanto ao nome a dar-lhe, Perdigueiro fosse, ou Lobo-d'Alsácia? E, no caso de estarem de acordo quanto ao apelativo, andariam, gerações após gerações, a morder-se mutuamente por causa da forma das orelhas ou do tufado da cauda do seu canino deus?" (José Saramago - In Nomine Dei).

A existência de deus e do seu poder e veículos de comunicação com o homem, questão pertinente, sempre actual, e recorrente na vida e obra de José Saramago (leia-se José Saramago em abordagem directa, em, "Segunda Vida de Francisco de Assis"; "Evangelho segundo Jesus Cristo"; "In Nomine Dei"; "Caim").

As minhas homenagens a este grande e vertical pensador, escritor e homem.

Tertuliano Jorge Leiria

sábado, 19 de junho de 2010

A Selecção Nacional, os caracóis e o Futebol Clube "O Victória"




Tinha visto as cores verde rubras arrastarem-se lentamente, sem chama e sem ímpeto contra os elefantes da costa do marfim. Quedei-me desiludido e pachorrento e ocorreu-me a imagem dos caracóis. Quem igualmente o pensou, melhor o disse. Eis senão quando o amigo Chico Zé (na foto) telefona e convida para ir comer dos ditos gastrópodes à sociedade recreativa mais emblemática do Alto de Rodes, na companhia do tio Américo.
Magníficos, trazendo à memória aquilo que era a referência da caracolada ao fim da tarde - o quintal da tia Margarida no Monte Negro! Estes, também dos nossos, apanhados no restolho, deixados de quarentena (para tirar algum resto de verdum), lavados em várias águas, removidos os mortos (para não deixarem mau gosto), temperados a perceito de sal, alho, limão e paus de oregãos (já que o excesso de folhas do arbusto os tornam amargosos) e acolitados com umas batatinhas novas cozidas na aguagem, como berlindes, a dar o ar da sua graça.


Vetusta e venerável agremiação fundada em 1931 (imagem ao lado), também designada pelas pessoas do bairo como a CUF, por ter pretendido ser ou tendo sido mesmo sucursal da CUF do Barreiro, promoveu ao longo dos anos festas populares no largo do chafariz (imagem abaixo) e mantém uma respeitável actividade de apoio social à comunidade do bairro, que procura ocupar o seu tempo com um petisco, um jogo de cartas ou umas imagens de televisão, numa tertúlia amável, fraterna e bairrista.

Longos anos de vida ao Futebol Clube "O Victória", boas caracoladas e, valha-nos Deus, boa sorte às cores verde rubras:
Tertuliano Jorge Leiria

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Hino da Adega foi ontem para o prego


Dada a circuntância de não haver pompa, foi a singeleza a imperar na colocação do Hino nas nobres paredes do edfício-sede da Tertúlia. Descerrou o quadro, onde pode ser lido e apreciado o poema, o Taberneiro Mor, João Domingos.
A peça que, foi mandada executar pelo tertuliano Miranda, prima pela sobriedade dos tons, onde se destaca o verde de uma moldura clássica, que acolhe a letra do Hino da Adega Amável, escrito em letra Verdana, tamanho 14, com espaçamento 1,5 nas suas linhas, sobre papel pardo reciclado.
Presidiu à cerimónia o Tertuliano Leiria, como mais antigo frequentador daquele espaço.
O Taberneiro Mor proferiu algumas palavras alusivas ao acto, deixando-se trair pela emoção que o assaltou, não conseguindo disfarçar um certo embargo na voz nem ocultar umas caganitas que lhe saltaram aos olhos.
A marcar o evento, uma excelente petiscada: saladinhas de polvo e de orelha de porco, feitas a preceito e, como conduto principal, uns fabulosos carapauzinhos fritos acompanhados por uma canónica tomatada.
Bebeu-se espumante: Bruto Rosé Luis Pato (casta baga) e um Bruto Branco Casas de Monção (casta alvarinho).
Bebeu-se um verde caseiro de Felgueiras (casta gadelhudo), trazido pelo tertuliano com o mesmo nome (Felgueiras, não gadelhudo!)
Como não podia deixar de ser, o supertinto também marcou presença no canjirão da murraça.
Presentes ainda os que fazem falta, os habituais e os outros.
Cantou-se o Hino, com muitos bis.
Bem hajam!
Tertuliano Caló

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ainda dentro via verde


Comenta o tertuliano Felgueiras que, cumpridas as condições objectivas e subjectivas, apresentará pomada semelhante ao "gadelhudo" trazido ao nosso convívio pelo confrade Miranda. Das duas, três! Ou foi motivado pela notícia, ou já o tinha mas estava com medo de não brilhar, ou está a "blefar"! Fica desde já OBRIGADO a apresentar a dita pomada, INDEPENDENTEMENTE da ementa! Isto aqui não é nenhum cruzeiro de luxo! Nem que seja apenas para acompanhar as "zêtonas" do tertuliano Grosso, por sinal EXCEPCIONAIS, e acabadas! Até porque nunca há desculpas para adiar uma boa pinga!

Mundial 2010


"rebola a bola lá de cima do telhado o macaco deu um pêdo fez rachar o tabuado"
(memórias dos ditos escola primária de S.Luis, na mais sublime inocência infantil, por Tatos Cabeça de Pão Caseiro, filho de Garrochinho filho (árbitro) e Garrochinho pai, ambos trabalhando juntos, com barbearia montada na rua do Alportel em frente à saudosa Taberna do Belchior - anos 1955-56-57)
Tertuliano Leiria

Falta dizer que no beco (então ruela) por trás da barbearia, a meio, mesmo em frente ao recreio da escola do carmo (onde andei os 4 anos da primária)havia a casa da Bêçuda, rameira de 4ªa categoria. As vezes assistíamos a cenas de desesperadas donas de casa, que invadiam o beco invectivando a pobre, responsabilizando-a pela galdeirice dos inocentes maridos. Isto a meio de um jogo de "belindre" às três covinhas ou de piâo à "cantada".
Tertuliano Caló
Nota: Um dia destes, porque se enquadra no espírito da nossa "coisa", publico o Fado da Lózinha, autêntico "rallye paper" das casas de passe de Faro, anteriores à sua proibição (1961). Enquadra-se porque é um fado, que há-de ser cantado uma qualquer próxima 4ª feira.Seu autor: o enorme Prof. Franklin!

domingo, 13 de junho de 2010

Campeonato do Mundo


Dos candidatos, a ter valido a pena ver jogar, até agora, só a Alemanha.

Azal Branco



A propósito do belo refresco que o tertuliano Miranda apresentou à mesa na passada quartafeira, venho informar que se trata de uma "casta branca de qualidade, recomendada nas Sub-Região de Basto, Penafiel e Amarante e nos concelhos (6) mais a sul da Região Demarcada. Muito produtiva e rústica. Dá origem a vinhos de aroma delicado mas pouco intenso, ligeiramente acídulos e afrutados."
Também é conhecida por «Asal da Lixa» em Amarante, «Gadelhudo» em Felgueiras, «(Es) Pinheira» em Lousada e ainda por «Carvalhal»
E já agora, também uma questão para o nosso amável tertuliante: é verdade que terá sido o vinho verde o primeiro vinho português conhecido nos mercados europeus (Inglaterra, Flandres e Alemanha), principalmente os da região de Monção e da Ribeira de Lima?